Destinos sustentáveis são preferência da maioria dos viajantes, que valorizam empreendimentos capazes de reduzir impactos no setor hoteleiro
Ao escolher um destino, 87% dos turistas desejam fazer viagens mais sustentáveis nos próximos 12 meses. Os números são do 10º Relatório de Viagens e Sustentabilidade da plataforma de viagens e reservas Booking.com, divulgado em abril (2025). A pesquisa, que entrevistou 32 mil viajantes em 34 países, incluindo mil pessoas no Brasil, mostrou que nos últimos dez anos, em meio à crescente discussão sobre os impactos do turismo nos destinos, a preocupação com a sustentabilidade vem crescendo.
Em 2016, primeiro ano em que a pesquisa foi realizada, as escolhas sustentáveis haviam sido citadas por 56% dos entrevistados brasileiros. Já em 2025, além de ser apontada como relevante para a escolha do destino pela maioria absoluta, a sustentabilidade também aparece em iniciativas adotadas pelos próprios viajantes, que pretendem evitar o desperdício (57%), reduzir o impacto sobre a vida selvagem (57%) e consumir menos energia (54%).
Pilar para o futuro do turismo
Os dados mostram que a sustentabilidade é cada vez mais um diferencial para estabelecimentos do setor hoteleiro, que além de reduzirem o impacto de suas operações no ambiente em que estão inseridos, também transformam a experiência dos hóspedes. “Acreditamos que a sustentabilidade é um pilar fundamental para o futuro do turismo”, destaca Cássia Treuk, gerente geral do Fazzenda Park Resort, empreendimento com mais de dois milhões de metros quadrados de área, localizado no Vale Europeu catarinense.

O resort, que já investe em práticas sustentáveis, como gestão de resíduos e consumo consciente, anunciou também a parceria com a ENGIE Brasil para a compra de energia elétrica proveniente de fontes 100% renováveis, por meio do Mercado Livre de Energia. “Essa transição para a energia renovável é mais um passo concreto em nosso compromisso com o meio ambiente. Queremos proporcionar aos nossos hóspedes uma experiência inesquecível em um local que respeita e preserva a natureza”, reforça Cássia.
Redução de impactos no setor hoteleiro
Além da compra de energia 100% renovável, o Fazzenda Park Resort investe em estratégias para reduzir o desperdício de água, melhorar a eficiência energética e minimizar o consumo de itens plásticos. Um exemplo é a instalação de pontos com água potável em todo o empreendimento, evitando o uso de copos e garrafas descartáveis.
Essa tendência vem crescendo no segmento de turismo. No último ano, segundo dados do relatório Hotelaria em números – Brasil 2024, pelo menos 30% dos hotéis e pousadas no país adotaram práticas sustentáveis.
O setor de hotelaria caminha em direção ao conceito de “Net Positive Hospitality”, abordagem promovida por iniciativas como a World Sustainable Hospitality Alliance, que tem como premissa garantir que o segmento devolva mais recursos naturais à sociedade, ao meio ambiente e à economia global.

A jornada para atingir o Net Positive Hospitality é dividida em estágios, baseados na maturidade da sustentabilidade do empreendimento, abrangendo tópicos como o uso eficiente de recursos, minimização da poluição, proteção da natureza, igualdade no local de trabalho, oportunidades equitativas, parcerias comunitárias e bem-estar do cliente.
Sustentabilidade também gera emprego e renda
Além de serem um atrativo e promoverem redução do consumo de recursos, as boas práticas também contribuem para o desenvolvimento do local onde o empreendimento está inserido. O Ministério do Turismo estimula ações que promovam o desenvolvimento sustentável do setor, reconhecendo o papel do viajante consciente na construção de um turismo mais responsável e inclusivo, por meio do Plano Nacional de Turismo (PNT) 2024-2027.
O Plano busca reforçar o protagonismo do ramo na sustentabilidade e fazer do segmento um grande vetor de desenvolvimento econômico e de geração de emprego e renda. Os princípios estabelecidos para a implementação do PNT são cooperação e regionalização, desenvolvimento e inserção produtiva de pessoas, sustentabilidade, inovação e transformação digital, além da democratização do acesso ao turismo.

